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Novo estudo do Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp) mostra que na última década houve um aumento de 33% na concentração de médicos no Estado de São Paulo, total de médicos residentes para cada grupo de 1.000 habitantes.
Enquanto a população paulista cresceu 12% no período, o número de médicos em atividade saltou para 48%. Santos, no litoral sul do Estado, a que mais concentra médicos moradores no Estado, tem 6,34 profissionais por 1.000 habitantes, contra 2,45/1.000 no Estado. É uma das maiores concentrações de profissionais do mundo. Ultrapassa a da Grécia, segundo país com a maior concentração de médicos -o primeiro é Cuba.
O gastroenterologista José Luiz Boechat Paione, de 67 anos, que mora e trabalha na cidade, afirma não ver “grandes atrativos” para médicos no local. “Tenho dificuldade para encontrar profissionais que queiram trabalhar aqui.”
Santos é seguida por Ribeirão Preto, Botucatu e Campinas. E a capital paulista ficou com 4,3 profissionais/1.000, a quarta maior do mundo, à frente da Bélgica.
O estudo mostra ainda que 65% dos 100.950 profissionais registrados em São Paulo estão onde vive 44% da população e que 32% dos profissionais têm quatro ou mais empregos. Mas 148 cidades paulistas não têm um médico sequer.
O aumento dos profissionais no Estado, que a princípio pode parecer uma boa notícia, para o conselho revela a necessidade de reduzir a abertura indiscriminada de escolas de medicina e criar carreira para incentivar a melhor distribuição.
Fonte: Fabiane Leite e Carlos Lordelo, colaborou Bruno Ribeiro - Jornal da Tarde
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