Facebook Twitter

Área Restrita Área Restrita

  1. Esqueceu sua senha?

Ciencias Forenses Criminologia
psicologia juridica antropologia
direito medico bioetica biodireito
Brazilian Jornal of Forensic Sciences, Medical Law and Bioetics
Pós-Graduação em Gestão e Perícia Ambiental
1 2 3 4 5

Artigo: Queda de braço com as farmácias

Pedro Fazio discute sobre o principal papel das farmácias: o da atenção farmacêutica

Resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, editada há seis meses, entrou em vigor determinando novas regras para a comercialização e dispensação de medicamentos, também restringindo os produtos que possam ser oferecidos pelas farmácias, com a exclusão de produtos de conveniência, como refrigerantes e alimentos não classificados como remédios. 
 
Parece haver uma grande inversão de valores no debate, diga-se tardio, pois a matéria teve seu espaço e tempo de discussão para que os estabelecimentos se adequassem. Há excessiva defesa para a manutenção das lojas de conveniência, deixando-se de lado a questão central, que é a função da farmácia.  
 
Não se trata de limitar os produtos do ponto de venda, mas sim devolver ao estabelecimento seu papel principal, que é o da atenção farmacêutica. 
 
Em alguns países europeus, além da obrigatoriedade da venda exclusiva de remédios, é exigido que o farmacêutico seja proprietário do estabelecimento, respondendo por ele integralmente. 
 
É importante esclarecer que não há nada contra os estabelecimentos de conveniência, cuja experiência é muito bem sucedida nos postos de gasolina. Contudo, a ação da ANVISA é bem vinda frente a falta de limites e aos abusos que assistimos no mesmo espaço destinado aos remédios, exceção às farmácias de manipulação que, na grande maioria, mantém o foco. 
 
A função da Agência como órgão regulador é a atenção a quem precisa de medicamento, o combate ao estímulo da automedicação e outras práticas semelhantes, fazendo com que a farmácia volte a ser unidade de saúde. 
 
O debate não é simples, envolve toda a cadeia da indústria farmacêutica, desde a patente, a produção até o consumo do medicamento, considerando um país das dimensões do Brasil, que exige logística incrível até mesmo com relação ao roubo de cargas.  
 
Assim, é preciso apoio da sociedade e dos meios de comunicação para a sua melhor organização e reversão em qualidade e benefício de toda a comunidade.  
 
*Pedro Fazio é economista e consultor da área de Saúde Suplementar  
 
 
 
Fonte: Saúde Business Web

Leia outras notícias

  1. Justiça reabre caso de paciente que teve olho perfurado por médico
  2. Comissão aprova projeto sobre prontuário eletrônico no SUS
  3. MP investiga recursos não aplicados
  4. STJ julga crime contra dignidade sexual, após mudança no CP
  5. STJ confirma: medicina estética não é especialidade médica
  6. Anvisa poderá fiscalizar uso de raio laser na Medicina
  7. Projeto obriga hospitais do SUS a oferecerem estágios
  8. Projeto obriga SUS a fornecer sangue e remédios a pacientes
  9. Medicamento em desuso: Tratamento médico inadequado gera indenização
  10. RJ: Terceirizações ameaçadas

Ribeirão Preto - São Paulo - (16) 3624-1724
© 2012 Todos os direitos reservados

Desenvolvido por Vold Soluções