Extração de DNA de Impressões Digitais Latentes Depositadas em Diferentes Suportes e Reveladas com Spray de Ninidrina e Pó Preto Volcano HI-FI

Authors

  • Raquel Vaz Resende
  • Brhuna Carla Rodrigues da Cunha
  • Caio Bruno Quinta de Souza Leal
  • Vera Aparecida Saddi
  • Rejane da Silva Sena Barcelos

DOI:

https://doi.org/10.17063/bjfs5(4)y2016410

Keywords:

Fingerprint, Impressão digital, Superfície, Surface, DNA, DNA, Células, Cells, Ninidrina, Pó, Ninhydrin, Black powder

Abstract

O artigo 158 do Código de Processo Penal Brasileiro (CPP) determina que quando a infração deixar vestígios será indispensável o exame do corpo de delito. Porém, muitas impressões digitais que chegam à seção de confronto da Polícia Técnico - Científica de Goiás (SPTC), não apresentam condições de análises por estarem borradas ou incompletas. Por este motivo, este trabalho buscou: analisá-las por microscopia óptica, verificando a presença de células da epiderme; extrair DNA de impressões latentes aderidas a diferentes suportes e daquelas reveladas com spray de ninidrina especial para documentos ou impregnadas com pó de cor preto volcano “HI-FI”. Este estudo detectou células descamativas em 98% das lâminas coradas por Leishman. Em outro experimento, foram extraídas moléculas de DNA de sessenta e nove amostras, depositadas em cinco suportes diferentes (alumínio, madeira, papel, plástico e vidro) obtendo concentrações variadas entre 0,3 ng/µL à 25,4 ng/µL. Isoladamente, a madeira foi o suporte que apresentou maior concentração média de DNA (10,67 ng/µL). Ao extrair DNA de impressões reveladas com ninidrina ou impregnadas pelo pó preto volcano HI-FI (leve) da empresa SIRCHIE, obteve se concentração de DNA amplificável em 70% e 60% das amostras, respectivamente. O presente trabalho corrobora com vários estudos que já demonstraram ser possível extrair DNA de superfícies que foram simplesmente tocadas pelas mãos de uma pessoa. Os experimentos demonstraram, ainda, a obtenção de uma maior concentração nas superfícies porosas em relação às superfícies lisas e que o uso de ninidrina e pó de cor preta também permitem a extração do referido material genético.

Published

2016-08-29

How to Cite

Raquel Vaz Resende, Brhuna Carla Rodrigues da Cunha, Caio Bruno Quinta de Souza Leal, Vera Aparecida Saddi, & Rejane da Silva Sena Barcelos. (2016). Extração de DNA de Impressões Digitais Latentes Depositadas em Diferentes Suportes e Reveladas com Spray de Ninidrina e Pó Preto Volcano HI-FI. Brazilian Journal of Forensic Sciences, Medical Law and Bioethics, 5(4), 410–430. https://doi.org/10.17063/bjfs5(4)y2016410

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